sábado, 16 de julho de 2011

*

Hoje deitei-me junto a uma jovem pura
como se na margem de um oceano branco,
como se no centro de uma ardente estrela
de lento espaço.

...Do seu olhar largamente verde
a luz caía como uma água seca,
em transparentes e profundos círculos
de fresca força.

Seu peito como um fogo de duas chamas
ardía em duas regiões levantado,
e num duplo rio chegava a seus pés,
grandes e claros.

Um clima de ouro madrugava apenas
as diurnas longitudes do seu corpo
enchendo-o de frutas extendidas
e oculto fogo.

Pablo Neruda

2 comentários:

tecas disse...

Pablo Neruda, uma referência na poesia chilena. Boa escolha, amiga Isabel. Não conhecia este poema dele. Lindo! Bem haja, por o partilhar.
Bjito amigo e uma flor.

a vida em toda a dimensão disse...

Pablo Neruda é sempre mtº.
bom. Um gosto este blogue.
Saudações