segunda-feira, 25 de abril de 2011

SONATA DE ABRIL


















Trago a poesia das searas
Num anseio suspirado
Pela luz de Maio
Do primeiro dia
E de um Abril cantado
Folar de cravo
Sol em folia.
Emerge de novo a noite
Dos passos senhoreais
E gemem as doces brisas
Nos pinheirais.
Mas a voz será de canto
Se alguém quiser
Na arma a mão da criança
Se cravo houver.

(reedição)

6 comentários:

João Brito de Sousa disse...

Viva a Poesia

Extraordinariamente belo.

Do melhor que tenho lido. Muito bem construído este poema.

A gente desliza dentro do encantamento das palavras.

Muito bem.

Parabens pelo talento.

JBS

Maria disse...

Lindo!
Viva a Poesia! Viva o 25 de Abril!

tecas disse...

Viva a poesia nas searas!
Viva o 25 de Abril do passado...
Neste momento o povo está ...
Querida Isabel, seu poema é lindo. As palavras deslizam numa beleza impar.
Parabéns, gostei imenso.
Bjito e uma flor

Graça Pires disse...

Não vamos deixar morrer os cravos e haverá sempre a mão de uma criança para o colocar nas armas...
Gostei imenso do poema.
Um beijo.

Pedrasnuas disse...

Gostei.Lindo!

Beijo

João Brito de Sousa disse...

STORA


E quem gosta de a ler ?...

Vem aqui procurar,
Na ânsia de ver…
A sua poesia

Que nos agarra
E não nos deixa sair
Parecendo até
Que nos amarra

Com essas palavras

Inteiras
Imparciais e justas
Verdadeiras
E ternas …

Mas nada disso existe
E a stora resiste
Em nada nos oferecer

Não pode ser

A stora não
Mas a poetisa
É património nacional

E por isso

Não pode entritecer
PORTUGAL.

JBS