sábado, 9 de outubro de 2010

Quero-te para além das coisas justas

e dos dias cheios de grandeza.

A dor não tem significado quando ma roubam

as árvores,

as ágatas, as águas.

O meu sol vem de dentro do teu corpo,

a tua voz respira a minha voz.

De quem são os os ídolos, as culpas, as vírgulas

dos beijos? Discuto esta noite

apenas o pudor de preferir-te

entre as coisas vivas.


(Joaquim Pessoa)

(in À Mesa do Amor)

1 comentário:

Andradarte disse...

Belo poema, do meu amigo Joaquim...