terça-feira, 14 de setembro de 2010

Ilha



Deitada és uma ilha E raramente
surgem ilhas no mar tão alongadas
com tão prometedoras enseadas
um só bosque no meio florescente
promontórios a pique e de repente
na luz de duas gémeas madrugadas
o fulgor das colinas acordadas
o pasmo da planície adolescente
Deitada és uma ilha Que percorro
descobrindo-lhe as zonas mais sombrias
Mas nem sabes se grito por socorro
ou se te mostro só que me inebrias
Amiga amor amante amada eu morro
da vida que me dás todos os dias


David Mourão-Ferreira


2 comentários:

Planeta Azul disse...

Os poetas são verdadeiros gênios das palavras, as suas inspirações fluem divinamente.

Abraços e parabéns pelo espaço de vcs!

Planeta Azul

DelfimPeixoto disse...

Sempre escolhas excelentes, Maria!
Obrigado
Bj